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Educação 05 de fevereiro de 2026

Educação de Campina inicia ano letivo atualizando profissionais para os desafios de 2026

Educação de Campina inicia ano letivo atualizando profissionais para os desafios de 2026
Foto: Divulgação / PMCGS

Nos últimos dias, a SME promoveu a Formação Continuada para os profissionais da educação, que reuniu mais de 900 profissionais entre gestores, professores, educadores e PAEs, em uma jornada marcada pela renovação de conhecimentos e pelo fortalecimento de vínculos.

Campina recebe os Profissionais de Apoio Escolar

O calendário da Educação em 2026 começou com um olhar atento ao público alvo de Educação Especial. Os Profissionais de Apoio Escolar (PAEs) foram os primeiros a ocupar as poltronas do Teatro Municipal, ainda na quarta-feira (28 de fevereiro), marcando o início das atividades preparatórias para o ano letivo. A escolha desse grupo para abrir a agenda formativa — e também encerrá-la, na semana seguinte — não foi por acaso: segundo a atual administração, isso simboliza o compromisso central do município com a educação inclusiva e humanizada.

Uma rede de apoio especializada

Selecionados pelo mais recente Processo Seletivo Simplificado (PSS), os novos PAEs terão a missão de acompanhar cerca de 100 estudantes, público alvo da Educação Especial que requer um nível de suporte diferenciado.

Para a Secretaria Municipal de Educação, o papel desses profissionais transcende o suporte técnico. “Nossa meta é motivar cada criança dentro de suas particularidades. O PAE é a ponte para garantir que o aluno não seja apenas um espectador, mas alguém participativo e ativo no seu processo de aprendizagem”, enfatizou a secretária.

Ética e proteção

Nossa gestão reforça a importância social dessa função, pois, além de auxiliar no ensino, os PAEs passam a integrar uma rede de proteção essencial. “Vocês ajudam a construir uma comunidade escolar mais consciente. É um trabalho que exige ética, responsabilidade e um olhar atento a qualquer sinal de vulnerabilidade”, destacou o prefeito, lembrando que o acolhimento é a base de uma sociedade mais justa.

Da transição de carreira à paixão pelo ensinar

A história de Ana Laura Domingos da Silva, 32 anos, ilustra bem o novo fôlego que chega à rede municipal. Moradora do bairro Moradias Timbu e vinda do setor privado, Ana Laura descobriu sua vocação ao atuar em um CMEI do município. Aquela primeira experiência foi o "estalo" necessário para que ela ingressasse na faculdade de Pedagogia.

Agora, como PAE, sua expectativa é de entrega total: “Sei da responsabilidade, mas quero contribuir para a evolução de cada aluno. Para mim, vai ser especial trabalhar com a inclusão”, afirma com entusiasmo.

Um novo olhar sobre o ensinar: da neurociência a relações étnico raciais

A rede municipal de ensino mergulhou, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, em um ciclo de atualização profunda. Mais do que um rito de passagem para o novo ano letivo, a Formação Continuada de 2026 foi um alinhamento estratégico com os maiores desafios da educação contemporânea: inclusão real, ciência aplicada ao aprendizado, uso ético da tecnologia e relações étnico raciais.

Ciência e inclusão: entender para ensinar

As manhãs da jornada foram marcadas pelo olhar atento à neurodiversidade. A professora Keli Casagrande apresentou o conceito de Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), provocando uma reflexão necessária: o ensino deve ser planejado, desde a sua gênese, para todos. Em vez de adaptações tardias, o DUA propõe metodologias que respeitem os diferentes ritmos e formas de processar o conhecimento, garantindo que nenhum aluno fique invisível no processo.

Complementando essa visão, o professor Gustavo Taylon França Silva trouxe a Neurociência para o centro do debate. De forma acessível, ele desvendou os mecanismos de memória e neuroplasticidade, essenciais para potencializar o aprendizado tanto de estudantes típicos quanto neurodivergentes. Um ponto de destaque foi o alerta sobre o impacto do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil, um desafio urgente para as famílias e educadores de hoje.

Pensamento computacional: lógica além das telas

No período da tarde, a professora Mayara Viviane Obadowski Ledur Ribeiro desmistificou o Pensamento Computacional. A abordagem revelou que, antes mesmo de tocar em um computador, é possível desenvolver nos alunos a lógica, a persistência e a capacidade de decompor problemas complexos em soluções simples. A proposta é integrar essas habilidades ao currículo cotidiano, estimulando o protagonismo e a criatividade dos estudantes por meio de atividades que vão muito além dos equipamentos digitais.

Compromisso ético e equidade racial

A formação também reafirmou que a escola é o solo fértil para a construção de uma sociedade mais justa. A Profª. Dra. Tammy Ribeiro conduziu o diálogo sobre Educação Étnico-Racial e práticas antirracistas. Com uma fala contundente, ela lembrou que o combate ao preconceito é uma responsabilidade ética e legal que deve atravessar todo o calendário escolar. A ênfase foi a necessidade de uma representatividade real e de uma revisão constante das práticas pedagógicas, para que o respeito e a empatia não sejam apenas temas de datas específicas, mas o alicerce da convivência escolar.

Visão estratégica para 2026

Encerrada na quarta-feira (4), a Semana Pedagógica evidenciou a meta do município de não apenas ampliar o parque tecnológico das escolas, mas de promover uma verdadeira educação digital integrada. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, cada tema escolhido responde a demandas reais identificadas no chão da escola.

O objetivo é alinhar nossas práticas às políticas públicas mais modernas, transformando teoria em ferramentas práticas para que nossos profissionais se sintam seguros e preparados para os desafios que surgem a cada dia”, pontuou a gestão da pasta.

O olhar da gestão

Enfatizamos que o maior patrimônio de uma escola são as pessoas que nela atuam. O investimento no servidor é o caminho mais curto para o sucesso do aluno. “Investir na formação de quem educa é o nosso maior gesto de crença no futuro de Campina Grande do Sul. Quando oferecemos ferramentas de atualização, não estamos apenas cumprindo um cronograma, estamos garantindo um ensino humanizado e de excelência. O saber que nossos profissionais levam deste teatro é o que vai transformar a vida das nossas crianças lá na ponta”.

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